RESILIÊNCIA
A persistência do voo da águia nas alturas A certeza no blue na consciência Permaneço, não sumo e nem pereço A certeza que trago em minha crença... Superando meus rompantes e impulsos Aprendendo essa tal resiliência... Doa a quem doer... Não tenho culpa Se me julga serpente eu sou peçonha Se me acha ardilosa, ache e disponha... Sou guerreira, sou fera, sou tigresa Meu banquete não fica sobre a mesa, Eu devoro no ato da caçada... Se eu choro o meu choro seca rápido, Se eu rio, transformo em gargalhada O que julga de mim é impreciso O que fala pra mim, não vale nada... Não conhece a força da minha persistência Nunca viu minha capacidade de superação. Não sou vara, sou pau de dar em doido Sou carvalho, sou madeira de Lei Não me vergo e não tombo fácil não... Mas se olhar bem nos raios de minha copa Haverá sempre sombra pra um irmão. Nos meus galhos terá sempre os ninhos Que acolham os frágeis passarinhos... Em minha volta haverá sempre pastagens Para os seres que se fartem da verdade Ruminando a amizade e o perdão...
Irene Cristina dos Santos
Costa
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